Quando um fundador precisa mesmo de um COO
A maioria dos fundadores não pergunta "preciso de um COO?" — pergunta "porque é que tudo está mais difícil do que era?" Como saber quando a empresa precisa mesmo de um operacional.

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A maioria dos fundadores não pergunta "preciso de um COO?" — pergunta "porque é que tudo está mais difícil do que era?" A resposta costuma ser a mesma: a empresa já não cabe na forma como opera, mas ninguém é dono do modelo operacional.
O sintoma raramente é o problema
Os fundadores tendem a reparar na superfície: prazos a escorregar, as mesmas decisões a serem discutidas de novo todas as semanas, uma equipa de liderança ocupada mas desalinhada. Parecem problemas de pessoas ou de motivação. São quase sempre estruturais. Quando a execução depende de o fundador estar em todas as conversas, o fundador é o modelo operacional — e esse modelo não escala.
Três sinais de que chegou a altura
- O crescimento está à frente da estrutura. A receita subiu, o número de pessoas subiu, mas as prioridades, a propriedade e a cadência não são redesenhadas desde que a empresa tinha metade do tamanho.
- As decisões são lentas e repetitivas. Os mesmos temas voltam sempre porque não há um dono claro, não há um fórum, e não há registo do que foi decidido e porquê.
- O fundador é o gargalo por defeito. Não por escolha — tudo passa por ele porque mais ninguém tem mandato para conduzir o ritmo operacional.
O que um COO faz de facto (e que o fundador não consegue)
Um bom operacional não acrescenta processo por acrescentar. Instala a estrutura mínima que permite ao negócio funcionar sem o fundador na sala: uma cadência operacional clara, responsabilidade a sério, prioridades ordenadas em vez de infinitas, e finanças que suportam decisões em vez de apenas reportarem o passado.
Pode ainda não precisar de um COO a tempo inteiro
Eis a parte que a maioria dos artigos salta: a resposta nem sempre é uma contratação permanente. Muitas empresas precisam de liderança operacional durante um período definido — numa fase de crescimento acelerado, numa ronda de financiamento, numa integração ou numa reformulação — e não de um salário permanente de C-level. É para isso que existe o apoio operacional fractional e interino. O objetivo é instalar o sistema, não criar dependência.
O teste honesto
Faça uma única pergunta: se se retirasse durante um mês, a empresa continuaria a executar? Se a resposta honesta for não, não tem um modelo operacional — tem um fundador a segurar tudo. É nesse momento que um COO se paga.
Tem um desafio operacional?
Se a sua empresa está nesse ponto — a escalar, em transição, ou simplesmente a deixar de caber na forma como funciona — é exatamente esse o trabalho que faço.
Falar sobre um desafio operacional
